Mãe registrou Boletim de Ocorrência e procurou Corregedoria da PM.
Major afirma que policial será identificado; caso deve ser investigado.
Uma mulher, que prefere não ser identificada, registrou um Boletim de Ocorrência (B.O), na segunda-feira (9), e procurou Corregedoria da Polícia Militar do Paraná, nesta terça-feira (10), para denunciar um policial que agrediu o filho dela, dentro do condomínio onde eles moram, em Curitiba. O menino tem 12 anos. Uma câmera de segurança mostra o momento em que o policial se aproxima e dá um tapa na cara do garoto. O menino cai logo em seguida. Ele e as outras crianças, que estavam no local, não reagiram. “Ele tratou o meu filho como bandido, e o meu filho não é bandido”, afirmou a mãe.
A mãe afirma que a confusão começou quando os policiais militares, que estavam dentro de uma viatura, "mexeram" com uma garota que também é menor de idade e mora no mesmo condomínio. “Tem duas entradas. Em uma das entradas, as crianças estavam brincando, e uma colega deles estava chegando e a viatura começou a ‘mexer’ com essa menina. A menina xingou os policiais. O meu filho, como é amigo, foi defender a amiga. As policiais falaram alguma coisa para os meninos também, xingaram, e o meu filho foi e mostrou o dedo para o policial. Nisso, eles voltaram a brincar. O policial deu a volta, foi pela entrada principal, (...) dizendo que ia fazer ronda no condomínio e entraram atrás do meu filho”, contou a mãe.
Ela disse ainda que o policial ameaçou o menino. “Fala (...) que ali eles não estão mexendo com polícia municipal. Bate no peito, falando que eles são [da] Polícia Militar e que a próxima vez vai ter para eles e mostra a arma”. Para ela, o policial é despreparado.
O major da Corregedoria da Polícia Militar Adilson Luiz Lucas Prüsse afirmou que ainda nesta terça-feira o policial deve ser identificado. “Temos a data, o local e a viatura. É só ver a escala de serviço”, complementou.
Ele afirmou que já existem substâncias para abrir um inquérito pela agressão. “As imagens são fortes em relação à agressão. É um menor. Não tem condição de [o policial] prestar mais serviço na rua”, acrescentou o major. De acordo com Prüsse possivelmente o policial será afastado das ruas, durante o andamento das investigações. Além da esfera administrativa, que pode estabelecer desde uma advertência até a expulsão, o policial pode responder criminalmente pelo ato.
A mãe disse que espera que a situação não termine com impunidade. “Eu quero que tenha justiça. Não quero que aconteça com mais nenhuma criança. Eu acho que a cena é chocante. Você ver um filho seu levar um tapa de um adulto daquela forma, daquela maneira (...) Eu nem sei dizer o que estou sentindo como mãe”.