
Outra integrante da organização, que não quis se identificar, reforçou o coro contra o político:
- Ele é inimigo das mulheres e das minorias. Tanto a oposição quanto a situação têm se mostrado covardes em agir contra ele. A gente precisa se mobilizar para que eles nos ouçam.
Completamente nua e com as mãos amarradas para trás, a professora de Artes Ludmilla Duarte, de 24 anos, fez uma performance. Em seu corpo havia a imagem de uma mão colada na altura do útero na qual lia-se "PL 5069" e outra sobre um dos seios.
A pauta da marcha era extensa. As militantes falaram sobre os altos índices de estupro que ainda marcam a sociedade brasileira, abordaram a culpabilização que as mulheres sofrem quando são vítimas de ataques e pediram o fim do preconceito contra as transexuais. Como definem as próprias organizadoras, o evento deve servir como um ponto de convergência para todas as reivindicações pertinentes dentro do universo feminino.
SECUNDARISTAS MARCAM PRESENÇA
Nesta edição, havia uma forte presença de alunas do ensino médio entre as militantes. As integrantes do grupo Maria Só Ria, cuja maioria das integrantes ainda está no colégio, veio Petrópolis para participar.

Muitas alunas do Pedro II também participaram da marcha, usando o tradicional uniforme do colégio.
- A gente teve aula mais cedo. Mas viríamos de uniforme de qualquer jeito para representar o nosso grupo. O Pedro II é um colégio público e, por isso, é mais difícil ainda promover essa discussão no dia a dia da escola. As meninas precisam se esforçar para ampliar o alcance dessa discussão - disse a estudante Luisa Caminha, de 18 anos, que integra o Coletivo Feminista do Pedro II de São Cristóvão