Uma coisa me deixa intrigado, quando uma pessoa me diz que mantem o
relacionamento “amoroso” por conta dos filhos, dos parentes ou de uma
certa comunidade que faz parte. Afinal, “o que os outros vão pensar?”
Elas dizem que precisam manter as aparências para não causar nenhum tipo de distúrbio na comunidade.
Além de tudo são capazes de manter anos de um relacionamento de
fachada simplesmente porque não quer ouvir o que os outros vão pensar.
Os filhos crescem, saem de casa, mudam de vizinhança, saem daquela
comunidade, Familiares se afastam e o relacionamento “infeliz”
permanece.
Qual seria a razão para tanta infelicidade perpetuada por anos à fio.
Simples, pouca disposição para criar vida nova.
O mal conhecido é sempre mais tolerável que o bem desconhecido. A
opinião dos outros na realidade afetam a nossa mente que se imagina
dentro da opinião dos outros. Pode parecer coisa de gente antiga, mas tá
cheio de bairro em São Paulo que parece vila do interior, todo mundo
cuida da vida de todo mundo.
Sair de um relacionamento ruim seria motivo de vergonha pública, mas a
pessoa nem pensa que os que os fofoqueiros gostam é de fofoca nova, o
seu divórcio será o assunto de uma semana, mas o seu casamento infeliz
será tormento seu para a vida inteira.
Desagradar os outros, familiares ou não, é um direito que toda a
pessoa pode exercer sem se sentir culpado. Porque nas fotos públicas
você pode sorrir por alguns segundos para alegrar os outros, mas a
tristeza amargura cria doenças.
Os filhos? Nunca compreenderão, mas também não vão compreender seu
amargor e sua infelicidade. Ser educado por alguém que tem ranço na vida
é pior do que por mãe solteira e feliz.
A decisão é complexa, mas sempre sua.
Não se engane ou esconda de si mesmo na opinião pública, não subestime
sua própria inteligência, afinal quando é para se apaixonar ninguém
pergunta a opinião do vizinho.
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