Em um mundo de constantes reformulações sobre o que se pode ou não
comer, é muito difícil saber o que realmente é prejudicial. Até mesmo na
ciência, muitos especialistas discordam de recomendações e vários
estudos acabam se contradizendo quanto ao benefício de alguns alimentos.
Uma maneira eficaz de resolver este problema é através da redução dos
alimentos que são classificados como os “piores”. Porém, como saber
quais são eles? Nós contamos para você!
1 – Quer manter os níveis de colesterol saudáveis? Nunca coma margarina!
Muita gente resolveu substituir a manteiga por uma opção supostamente
mais saudável, a margarina. Porém, há um pequeno problema: a margarina
possui grandes quantidades de gorduras trans, que são terríveis para o
colesterol, aumentando o LDL (o colesterol ruim) e diminuindo o HDL (o
colesterol bom).
Muitas margarinas foram reformuladas ao longo dos anos e nem todas
são iguais. Mas, segundo a ONG de pesquisa médica Mayo Clinic, nos EUA,
quando mais sólida for a margarina, mais gordura trans ela terá.
Portanto, a margarina em barra tem mais gordura trans do que as mais
“cremosas ou líquidas”. Além disso, se você se preocupa com a ingestão
de alimentos processados, a margarina é uma péssima opção. É melhor
ficar com manteiga ou azeite também para cozinhar.
2 – Adoçantes não ajudam a perder peso!
Supõe-se que a troca do açúcar por um adoçante não calórico levaria à
perda de peso, mas, aparentemente, não é isso que ocorre. Há evidências
crescentes de que os adoçantes artificiais podem levar ao ganho de peso
e, pior ainda, podem levar a níveis mais elevados de glicose. O revista
Times relata, através de um estudo, que substitutos do açúcar
contribuem para mudanças na forma como o corpo quebra a glicose. Como
parte do estudo, os pesquisadores deram algumas doses de adoçante para
pessoas que não tem o hábito de consumi-los. O teste durou sete dias,
mas metade delas já apresentou níveis mais elevados de glicose no sangue
depois de apenas quatro dias.
O autor do estudo Dr. Eran disse: “Nós descobrimos que os adoçantes
artificiais que usamos como tratamento ou medida preventiva para a
obesidade e suas complicações, estão contribuindo para as mesmas
epidemias que estão destinados a prevenir”. E eles não são ruins apenas
para você. Os cientistas descobriram que adoçantes artificiais
interferem em águas residuais tratadas, representando riscos potenciais
para os peixes e outras espécies marinhas.
3 – Sopas e legumes enlatados contribuem para disfunção hormonal
Nem todas as latas usadas para alimentos são revestidas com o produto
químico industrial, bisfenol-A (BPA), mas aquelas que são, devem ser
evitadas a qualquer custo. O BPA é um estrogênio sintético que pode
causar alterações no sistema hormonal, mesmo em pequenas quantidades.
Ele tem sido associado a uma variedade de doenças, que vão desde câncer
de mama e infertilidade a obesidade, diabetes, puberdade precoce e
alterações comportamentais em crianças.
Neste caso, não são os alimentos citados em si os responsáveis pelo problema, mas as embalagens que os guardam.
Em 2011, os testes do FDA dos EUA, feito em 78 alimentos populares
enlatados, encontraram o produto químico em 71 deles, e um estudo da
Universidade de Harvard descobriu que aqueles que comem uma porção de
sopa enlatada por dia, durante cinco dias, apresentaram uma quantidade
de BPA 10 vezes maior em seus sistemas, se comparados com aqueles que
comeram sopa caseira.
As concentrações de BPA em latas da mesma comida diferem muito, por
isso é difícil determinar os números. Porém, um estudo do Breast Cancer
Fund descobriu que as maiores concentrações estão presentes em latas de
leite de coco, sopa e legumes.
4 – Se quer diminuir o açúcar, não coma cereal infantil!
Os cereais destinados a crianças possuem muito açúcar. O que você
pode não saber, no entanto, é a quantidade absurda. Os mais tradicionais
possuem 56% do ingrediente em sua composição, em outras palavras, mais
da metade do alimento é açúcar. Uma porção, que representa apenas três
quartos de um copo, fornece 50% da ingestão diária recomendada de açúcar
pela Organização Mundial de Saúde.
5 – Peixes podem possuir mercúrio
O metil mercúrio é uma neurotoxina que pode ser prejudicial ao
cérebro e ao sistema nervoso. Por conta da atividade humana, que
interfere na maioria das culturas de peixes, alguns possuem
concentrações muito maiores que outros. A recomendação para as mulheres
grávidas, lactantes e crianças pequenas, é a de evitar o consumo de
peixes do Golfo do México, tubarão, peixe-espada e cavala.
6 – Nunca coma hambúrgueres “industriais” se quer uma alimentação menos artificial
A carne do gado alimentado com capim é diferente da carne de gado
industrial. Nas linhas de produção, as condições imundas, os hormônios
de crescimento abundantes e a dieta composta de milho geneticamente
modificado interferem em sua qualidade. Segundo o especialista Michael
Pollan, um bife vem de um único animal, mas a carne moída processada é
uma mistura da carne de centenas de animais. Segundo ele, isso aumenta
muito o risco de contaminação.
Os órgãos estadunidenses encontraram níveis perigosos de bactérias
causadoras de doenças em mais de 50% das amostras de carne moída
testadas. “Eu adoro hambúrgueres, mas apenas consumo quando sei que o
gado é alimentado com capim”, concluiu Pollan.
7 – Nunca beba refrigerante se você não quer ter diabetes
Um estudo europeu descobriu que as pessoas que, diariamente, bebiam
um refrigerante contendo 340 gramas de açúcar foram 18% mais propensas a
desenvolver diabetes tipo 2 ao longo de 16 anos, em comparação com
aqueles que não consomem refrigerante. Estudos anteriores nos Estados
Unidos descobriram que o consumo diário de sódio aumenta o risco de
diabetes tipo 2 em 25%.
8 – Nunca coma maçãs se você está preocupado com pesticidas
Maçãs orgânicas são ótimas, mas se você estiver preocupado com
pesticidas, evite as convencionais. Há quatro anos, maçãs lideram lista
“Dirty Dozen”, do Departamento de Agricultura dos EUA, onde cientistas
detectaram uma média de cinco ou mais pesticidas em amostras de maçã,
incluindo algumas concentrações elevadas.
Um produto químico, em especial, tem causado polêmica: a difenilamina
(DPA) foi encontrada em 80% das amostras testadas. Em 2012, a Comissão
Europeia proibiu DPA devido aos seus possíveis agentes cancerígenos.
9 – Nunca coma carne processada caso queira evitar a morte prematura
Estudos mostram que as pessoas que consomem muita carne processada
(como presunto, bacon e linguiça) têm um risco maior de morte prematura e
desenvolvimento de problemas como câncer e doenças cardíacas. Um estudo
abrangente incluiu dados de 448.568 pessoas de 10 países europeus e
concluiu que aquelas que comeram mais carnes processadas tiveram 44%
mais probabilidades de morrer prematuramente de qualquer causa do que
aqueles que comiam poucas. Altos níveis de consumo aumentaram o risco de
morte por doença cardíaca em até 72% e por câncer em 11%.
Um estudo de Harvard descobriu, também, que aqueles que comiam carne
processada regularmente eram mais propensos a morrer dentro de 20 a 30
anos, em comparação com aqueles que não consomem carne vermelha
regularmente. O mesmo estudo também descobriu que a substituição por
outras fontes de proteínas saudáveis, como peixes, aves, nozes ou
legumes, foi associada a um menor risco de morte durante o período de
estudo.
Fonte: Jornal Ciência
